O som do silêncio no vazio que enche a minha alma me faz companhia junto à solidão que me traz lembranças inexistentes de toda a minha vida nunca vivida. A sua voz que nunca ouvi, me tranqüiliza e me faz sentir novamente o que nunca senti. Sua beleza que nunca vi, ofusca meus olhos que ficaram cegos pelo amor que sinto por ti. Amor este que mantém acesa a chama ardente e fria dentro do espaço mais quente que nunca existiu no meu coração gélido. Vivo uma vida morta, mas sigo em frente, caminhando para traz, até o fim de um começo jamais iniciado. Mesmo cego e com medo de me entregar, pude ver a beleza de sua alma que, num ato de coragem, deixei-me levar naquele momento em que sonhava com a vida real que nunca vivi, desfrutando de seu lindo sorriso tímido, que faz ecoar em minha mente cheia de todo o vazio que existe, o som ensurdecedor do silêncio da sua voz muda, que grita: “Eu Te Amo!”
Colhi flores de primavera em nesta tarde de outono, com uma leve brisa de inverno, debaixo da chuva de verão salgada como as lagrimas quentes que deslizam sobre minha pele fria e morta. Morri numa noite feliz de um dia triste no qual todos se lembraram da sutileza do meu sorriso verdadeiramente falso, que marcava claramente a personalidade obscura de uma pessoa má que sempre fez o bem a todos que cruzavam o seu caminho.
Esta é só mais uma lembrança de algo que nunca aconteceu na vida de um homem que ainda não encontrou um amor eterno que durou um pequeno momento em sua vida inteira.
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